16/05/2017 14:48

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Rádio Pioneira com Assessoria PJC/MT

A operação “Corsários do Asfalto”, deflagrada na sexta-feira (14.05) pela Polícia Civil de Goianésia (GO) e a Polícia Rodoviária Federal de Goiás, desarticulou uma organização criminosa que agiu em pelo menos 10 roubos de carretas em municípios da região Sul de Mato Grosso. Seis pessoas foram presas e duas estão foragidas.

O grupo criminoso era investigado também pelo núcleo de Inteligência operacional da Delegacia de Alto Araguaia da Polícia Civil de Mato Grosso, onde foi registrado o roubo de duas carretas no mês de abril. A investigação da Polícia Civil cruzou com as apurações da Polícia Civil de Goianésia (GO), que iniciaram troca de informações juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, descobrindo que o alvo principal eram os pneus e as rodas das carretas.

Em nota divulgada, a Polícia Civil de Goiás e a PRF informaram que a operação ocorreu nos municípios de Goiânia, Goianésia e Anápolis, onde os mandados de prisão e busca apreensão foram cumpridos.

As prisões foram efetuadas pelo GT3 – Grupo Tático da Polícia Civil de Goiás, e por políciais de Grupos especializados da PRF. Do início das investigações até agora, a polícia já havia identificado mais de 50 roubos à caminhoneiros nas rodovias dos Estados do Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Maranhão, praticados pela associação criminosa. Os suspeitos são investigados por associação para prática criminosa, latrocínio, roubo, cárcere privado e receptação qualificada.

Segundo as forças envolvidas, a intenção foi desmanchar uma quadrilha que atuava com o assalto a veículos de carga para a retirada e revenda dos pneus e rodas. Estima-se que o número de pneus e rodas roubados já ultrapassa 700. Além dos pneus e rodas, outros pertences dos motoristas também eram levados. De acordo com informações preliminares, a quadrilha era composta por oito pessoas, quatro assaltantes, dois receptadores e dois compradores. Os assaltantes residiam na cidade de Goianésia, e são dos Estados de Sergipe e Maranhão. Ambos com passagens pela polícia por latrocínio, roubo e homicídio.

O centro das ações eram comandadas de Goianésia, onde os pneus eram ocultados e repassados aos receptadores de Goiânia e Anápolis, que também foram presos na operação.

Dentro da organização, as funções eram distribuídas, primeiramente, no assalto e retirada dos pneus, em seguida, chegando na cidade, o material era repassado aos receptadores e, a partir disso, era feita a revenda das rodas. Todo esse processo não levava mais de dois dias e, a cada remessa, eram repassados de 30 a 60 pneus.

Além do roubo e comércio ilegal dos pneus, com a quadrilha, foram encontrados sete veículos, todos roubados e/ou placas clonadas. Dois caminhões, que eram usados para fazer os assaltos e cinco veículos de passeio, todos de luxo. Segundo a polícia, os indivíduos encomendavam o furto dos automóveis e negociavam a troca pelos pneus roubados.

Até o momento, seis envolvidos foram capturados pela polícia e dois continuam foragidos. Os presos permanecem na Delegacia da Polícia Civil, em Goianésia.