11/04/2017 14:03

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Marlenne Maria com Heverton Luiz

Os dados constam do 3º Boletim emitido neste ano pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a Coordenadora, Enfermeira Juliana Herrero, a atenção com as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti é constante.

O boletim destaca que de 1º de janeiro a 31 de março de 2017 foram registrados em Tangará da Serra 193 casos suspeitos de Dengue. Destes 81 foram confirmados e 112 descartados. “Comparando a 2016 no mesmo período, tivemos praticamente mesmo número de notificações. A diferença foi o número de casos positivos. Em 2016 foram 178, praticamente o dobro. Neste ano, a maioria dos casos de dengue foram descartados”, destacou Juliana.

Os números relacionados à Zika são muito inferiores aos de 2016. Neste ano até agora foram apenas 13 casos diagnosticados, enquanto no mesmo período de 2016 foram mais de mil casos. “A Zika neste ano realmente tem tido índices bem baixos. Neste ano, até o momento não tivemos nenhuma gestante com caso e nenhuma suspeita de microcefalia”, afirmou Juliana.

A preocupação em relação ao combate do vetor das doenças é constante, porque além da Dengue ele transmite a Zika e a Chikungunya. “São doenças mais incapacitantes. Geralmente os pacientes não ficam somente aqueles 10 dias incapacitados. Podem ficar até semanas ou meses debilitados com dificuldades. Este ano tivemos um caso de Chikungunya confirmado em Tangará da Serra e três estão em investigação”, confirma a Coordenadora.

Ela ressalta que há sazonalidade nas doenças transmitidas pelo mosquito. “Temos anos de alta e nãos de baixa. No ano passado tivemos mais de 1.200 casos de Zika, com número baixo de casos de dengue, apesar de termos tido um caso de óbito por dengue o que preocupa muito. No caso da microcefalia tivemos dois bebês que foram a óbito com a doença e três que nasceram com microcefalia e estão vivos. Estamos estudando se são casos relacionados à Zika ou não”, afirma.

Combate ao mosquito

Juliana ressalta que é importante ficar em alerta no Brasil inteiro e Tangará não é diferente. “Estamos ainda no período chuvoso. E mesmo na estiagem precisamos nos preocupar, porque a dengue deixa a pessoa debilitada uma semana, mas pode também provocar o óbito. Já tivemos vários casos em Tangará da Serra. A Zika preocupa principalmente nas gestantes por causa desta possível causa da microcefalia. E a Chikungunya preocupa principalmente pela incapacitação para locomoção. Na fase produtiva da vida, as pessoas acabam ficando debilitadas e incapacitadas por bastante tempo. O recado é: vamos eliminar o criadouro. Se não deixarmos o mosquito nascer, vamos diminuir este número de doenças que ele provoca”.

Notificações

Outro alerta feito pela coordenadora diz respeito à importância da notificação que só é feita se o paciente procura as unidades de saúde. “Só conseguimos fazer os boletins em cima das notificações. Não adianta a pessoa achar que está com estas doenças e ficar em casa. Precisamos notificar. É um direito do paciente ser notificado e é importante para todos sabermos o número correto de pessoas infectadas por estes vírus, porque só assim vamos ter medidas para combate. O ideal é que as pessoas procurem as unidades de saúde próximos às suas casas, porque a UPA é para as emergências”, disse a Coordenadora.

Sintomas

Juliana lembrou ainda que os sintomas são parecidos em todas as viroses transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. “Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor nas articulações, dor muscular, pode ter náusea e vômito e podem aparecer manchas no corpo e não necessariamente tudo isso junto. Por isso, se tiver febre e mais algum destes sintomas juntos. Se o médico disser que é uma destas doenças, o paciente tem o direito de ser notificado”.