10/01/2017 14:55

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Marlenne Maria com Gilvan Melo

Nesta 2ª-feira uma comissão formada para representar os compradores dos imóveis procurou o Ministério Público pedindo intervenção para que a questão seja resolvida o mais rápido possível, porque muitos já matricularam filhos na escola do Residencial e não conseguem se mudar. Outra questão levada ao Ministério Público é a dos gastos que advém da demora na liberação das casas que estão prontas desde o ano passado.

Na manhã de hoje o Diretor do SAMAE, Wesley Lopes Torres disse em entrevista à Rádio Pioneira que não será autorizada a mudança dos compradores para as casas até que se resolva o problema de esgoto que envolve todos os residenciais construídos pela Lorenzetti na região: Barcelona, Valência I e II e Madri. “Nós temos um problema ali na questão da saída do esgoto daquele empreendimento. A questão dos moradores tem que ser tratada com a Construtora que é o empreendedor. Eles adquiriram imóveis da construtora e é com eles que tem que ser resolvido o problema de negócio”, disse ele.

Wesley participou na tarde desta 2ª-feira “09”, de reunião com representantes da Construtora. “Ali relembramos eles que em 2013, quando inaugurou o Barcelona, quando vieram representantes da Caixa e da Construtora e solicitaram opinião do SAMAE sobre a entrega das casas fui contrário porque não estava pronta a estação elevatória. E tem sido uma luta. Eles fazem uma adequação aqui outra ali, mas ainda não está com plena funcionalidade. Hoje, nos dias de chuva, aumenta o volume de efluentes nesta estação elevatória localizada no Barcelona e não está dissipando normalmente onde faz a conexão com a rede pública que fica na Ismael, chegando a momentos deste esgoto afluir na avenida”.

Segundo o Diretor do SAMAE a construtora tem conhecimento do fato e foi alertada. “Em maio de 2016 tivemos reunião na Caixa Econômica. Estava o Prefeito, eu e o empreendedor e entre vários assuntos informamos que não receberia o habite-se caso estas ações não fossem executadas e elas não foram na sua totalidade. Ele [o empreendedor] precisa resolver o problema da interligação do esgoto dos empreendimentos com a rede pública na Avenida Ismael José do Nascimento. Do jeito que está é dano para a saúde pública e dano ambiental”, destaca Wesley.

Ele foi bastante enfático ao frisar que avisou com bastante antecedência à Construtora. “Agora o empreendedor está com pressa, se dispôs a fazer, trouxe o técnico deles. Estamos pedindo isto há 3 anos e há 8 meses informamos que não receberia o habite-se do Madri caso não fosse resolvido o problema do esgoto e assim será. Se depender da interligação do sistema de esgoto do Madri da forma como está, não será autorizado”.

Para Wesley não é possível agravar um problema que já é preocupante com as atuais 1.200 casas interligadas com a rede e que piora sempre no período chuvoso. “Sempre deixamos claro que onde há um empreendedor que tem responsabilidade não gastaremos dinheiro público. Precisamos resolver um problema que já está instalado desde dezembro de 2013 e não vamos aumentar este problema”.

Segundo o Diretor do SAMAE a solução ficou bem encaminhada a partir da reunião desta 2ª-feira. “Ontem ficou bem encaminhado. Eles apresentaram uma solução. Se for viável, o técnico ficou de apresentar e vamos observa-la. Vamos ver se esta modalidade será suficiente para resolver o problema”, finalizou.

Outro lado

A Construtora por sua vez, destaca que somente na reunião desta 2ª-feira (09) é que foi esclarecido o que é preciso ser feito para resolver o problema. O Engenheiro contratado pela Lorenzetti pediu prazo de 10 dias para apresentar um projeto que visa interligar o esgoto de todos os quatro residenciais na rede coletora mais antiga na Avenida Ismael José do Nascimento, o que deverá solucionar o problema.

Em relação a prazos, segundo representante da Construtora ainda não é possível prever, mas os responsáveis acreditam que o problema esteja sanado em 30 dias. Caso não haja muita chuva nas próximas semanas, este prazo pode ser reduzido.

Águas pluviais

Um dos fatores identificados em relação ao agravamento do problema na região durante o período chuvoso é a interligação de sistemas de calhas que coletam água da chuva na rede coletora de esgoto. Este tipo de ligação é proibido, mas não há uma fiscalização efetiva em relação ao fato.