09/01/2017 15:48

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Aline Schwaab - da redação Pioneira

Em entrevista ao programa Primeira Hora da Rádio Pioneira na manhã desta segunda-feira (09), o empresário Danilo Hiper de Lima, Administrador Sócio Proprietário da pista de pouso Aviação Rondon, falou sobre procedimentos de voos e destacou que o aeroporto está devidamente sinalizado para pouso e decolagem.

Na última quinta-feira (05), um trágico acidente aéreo em que duas pessoas morreram e duas ficaram feridas após uma tentativa de pouso, foi registrado no Anel Viário da MT-358, próximo a pista da Aviação Rondon.

Segundo o empresário, todas as aeronaves devem comunicar o responsável do aeroporto antes do pouso. “Estamos aqui para passar algumas informações necessárias. Desde o início, quando se começa o procedimento de voo, tem que ter um planejamento, saber para onde vai, saber as condições, tem que sempre saber antes e quando é um aeródromo privado também tem que entrar em contato, solicitar e fornecer as informações ao proprietário antes. A aeronave de quinta-feira não tinha autorização para pouso e a gente não tinha conhecimento dessa aeronave”.

O proprietário destacou que a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) investiga as causas deste acidente. “Somente a Anac vai dar o resultado final, mas eu vejo que nesse caso a falta de planejamento de voo e o não conhecimento da área antes de pousar pode ser um motivo. Por isso é importante fazer um procedimento de pouso para ter a maior segurança”.

De acordo com o empresário, a pista está devidamente sinalizada para pouso e decolagem. “Ao meu ver, ele veio para pouso ou houve alguma pane, mas em todo o caso, ele deveria ter feito um procedimento de reconhecimento de área antes de pousar, onde dá para visualizar que tem um X, tem bolas de marcação de alta tensão e a cabeceira de pouso é bem estendida já por ter uma restrição naquela direção. O nosso aeródromo tem uma restrição de pouso em uma cabeceira, tanto é que foi lavrado um termo que a gente passa para todos que vão pousar lá, que o setor de pouso e decolagem é no setor noroeste, não no sudoeste. O que a gente indica para todos que vêm para o nosso aeródromo é que façam todos os procedimentos pelo setor noroeste, que é o sentido de pouso contrário ao que esta aeronave estava iniciando. A indicação da Anac é que o aeródromo municipal faça os procedimentos pelo setor sudoeste e o nosso pelo noroeste para não confluir tráfico aéreo”.

Em setembro de 2014 um outro acidente aéreo já havia sido registrado nas proximidades da pista. “Estamos fazendo um novo procedimento enviado pela Anac para todos os aeródromos, a gente já se antecipou e eles notaram que há de se fazer um acordo operacional entre os dois aeródromos, o nosso e o municipal. Os dois acidentes foram distintos, fatalidades que aconteceram. Todas as normas estão à disposição dos pilotos. Mas como sendo um aeródromo privado, tem que primeiro entrar em contato com a associação para saber as condições da pista, via telefone, e-mail ou fax. A gente recebe aeronaves de outras localidades sempre comunicando antes. Nós temos o nosso aeroporto que está à disposição de toda a população, mas tem outros aeroportos também”, disse.

Na semana passada o Prefeito Municipal de Tangará da Serra, Fábio Junqueira, informou à Pioneira que após o referido acidente, a pista de pouso da Aviação Rondon poderá ser interditada.