09/01/2017 14:55

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Marlenne Maria - da Redação

“Estou com a documentação da minha casa, a chave da minha casa e não posso me mudar. Isso é um absurdo”, desabafou Elessandro Rogério Lopes na tarde desta 2ª-feira (09) na porta da sede do Ministério Público de Tangará da Serra. Junto com um grupo de proprietários de casas no Residencial Madri ele estava aguardando reunião com a Promotoria para pedir providências em relação à liberação do loteamento.

Segundo os compradores, as casas estão prontas. Para 47 proprietários já foram entregues as chaves dos imóveis, mas ninguém pode se mudar porque não há liberação de documento necessário por parte da Prefeitura Municipal.

Elessandro contou que quando recebeu a chave, a Construtora informou que poderia se mudar assim que providenciasse as ligações de energia elétrica e água. “Eles entregaram a chave e disse 'assim que vocês conseguirem ligar a energia e a água podem mudar'. Corri e liguei a energia e na hora que fui para ligar a água fui barrado pelo SAMAE, porque não foi liberado o habite-se para o loteamento. Fui até a Prefeitura e o Prefeito disse que não ia liberar até resolver o problema da rede de esgoto. O problema todo lá é a rede de esgoto que ele disse que não vai suportar a ligação de mais 155 casas do Madri”.

Iara Alves também comprou uma casa no Residencial e tem pressa para fazer a mudança. Ela disse que os proprietários do Madri estão se organizando em associação junto com moradores dos Bairros Valência I e II e Barcelona. “A associação de Moradores ainda está em andamento. Vamos finalizar domingo com a votação. Mas eu também comprei lá. Estou precisando da casa. Moro de aluguel e até agora nada resolvido. É difícil, porque pago o aluguel. Hoje mesmo paguei o aluguel com a casa lá, fechada. É taxa de construção, aluguel, a casa pronta, eu pagando e não usufruindo”.

Segundo Iara, os moradores querem uma posição com urgência, porque a entrega dos imóveis estava prevista para este mês e as casas estão prontas. “A gente precisa de um posicionamento. Complica porque, como compro uma casa e não tenho previsão de quando vou morar nela? Dá mais de mil reais de parcelas por mês para mim. Tem gente que já está na casa de outros de favor, porque dispensaram a casa onde estavam para não pagar mais aluguel”, contou ela.

A indignação com a falta de esclarecimento e de uma resposta foi o que levou o grupo de moradores até o Ministério Público, segundo Elessandro. “Nós não podemos pagar por isso. Precisamos de um parecer. Estão nos tratando como o que? Todos aqui têm filhos e pagam aluguel. Queremos uma decisão, o mais rápido possível”, finalizou.

O Ministério Público lavrou termo e prometeu uma resposta aos proprietários no prazo de 15 dias.

Outro Lado

Em contato com a Construtora Lorenzetti, a reportagem levantou informações de que na tarde desta 2ª-feira está marcada para as 15:00 uma reunião com a equipe da Prefeitura. O objetivo é esclarecer o que está faltando para que seja liberada autorização para que os compradores se mudem para o Residencial.

A reportagem Pioneira acompanha o caso e busca contato com a Prefeitura e o SAMAE sobre a situação.

​Tangará: com chave e documentos da casa na mão, compradores do Residencial Madri não podem ocupar imóveis