02/01/2017 13:30

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Marlenne Maria - da Redação

A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Pioneira a presidente do Sintep, Subsede de Tangará da Serra, Professora Francisca Alda de Lima.

Segundo ela, 2016 já foi um ano de muita luta. “Muita luta para os trabalhadores e cidadãos brasileiros, tendo em vista que tivemos o impeachment, muitas manifestações, 67 dias de greve na rede estadual de ensino. Os trabalhadores têm muitas preocupações e uma luta estabelecida com relação à PEC 55 que foi aprovada este ano. Nós trabalhadores da educação que estamos sempre em debate entendemos ela como a mãe de todas as maldades contra os trabalhadores”, afirmou.

A PEC 55, antiga 241, estabelece o congelamento de investimentos em educação e saúde para os próximos 20 anos no Brasil.

Para a Presidente do Sintep local, as medidas atingem todos os trabalhadores brasileiros. “Sabemos que a educação já sofre com tudo que está posto aí, com a falta de investimentos, desvio de recursos, com falta de compromisso do Governo. Temos uma luta já estabelecida. Sabemos que a PEC 55 atinge todos os brasileiros e temos também a preocupação com a reforma da previdência que prejudica muito os trabalhadores”, disse.

A Professora ressaltou ainda que para o próximo ano a preocupação dos sindicatos é ainda maior do que foi em 2016. “Com a Reforma, com o impeachment, com o golpe contra os direitos trabalhistas, entendemos que o próximo ano vai ser de muita luta, de muito sacrifício e muita retirada de direitos de todos os trabalhadores, não apenas os da educação. Todos os trabalhadores serão extremamente prejudicados com as reformas propostas pelo Governo Temer”.

Em sua mensagem para a classe neste final de ano, Francisca Alda destacou que a luta vai continuar. “Para este novo ano, a luta continua. Estamos aqui fazendo nosso trabalho. Os profissionais da educação estarão nas escolas educando como sempre. Chamamos todos os trabalhadores que prestem bastante atenção na retirada de direitos que foram conquistados com muita luta. Os sindicatos estão chamando os trabalhadores para assegurar os direitos já conquistados”.