08/12/2016 13:56

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Marlenne Maria com Heverton Luiz

A votação popular é uma das etapas finais do Prêmio Brasil Criativo que oferece como prêmio maior aos empreendedores da chamada “economia criativa” a oportunidade de receberem assessoria especializada.

Anselmo Parabá, chefe do Departamento de Cultura de Tangará da Serra é o idealizador e criador do projeto Anjos da Lata. A pesquisa do projeto, segundo ele, vem sendo feita há aproximadamente 12 anos, tendo sido iniciada em Cuiabá. “Lá em 2004 tive oportunidade de iniciar pesquisas com lixo seco, música contemporânea, música alternativa e com musicalização. Tive oportunidade de ser fundador do Instituto Mandala onde atuei até 2012, tanto no projeto quanto na banda Mandala”, conta Parabá.

Ele veio para Tangará da Serra no final de 2012 acompanhando a esposa Jaqueline que veio para trabalhar. “Vim com o objetivo de ficar um ano e tive a honra de ter a inspiração e montar este projeto em 20013 iniciando na Escola Bento Muniz com um grupo de alunos. Foi então compartilhado com a escola Décio Burali e nos anos seguintes aconteceu também na Escola Dom Bosco, no CRAS da Vila Esmeralda e na Escola Fausto Masson”, relatou.

Anselmo Parabá agradeceu a todos que votaram no projeto para ficar entre os três 1ºs do Prêmio Brasil Criativo. “Não cabe no coração a emoção de ter sido um dos finalistas pelo voto popular. Já estava muito feliz por ter ficado entre os seis melhores do Brasil. E agora mais ainda. Agradeço muito a Deus pelo dom e pela inspiração e a todas as pessoas que votaram, acreditaram, compartilharam, dividiram este momento comigo e me incentivaram. A toda a imprensa e vocês da Pioneira que sempre estão apoiando todas as iniciativas artísticas e projetos culturais de nossa cidade”, afirmou.

Expansão do Anjos da Lata

Parabá relatou ainda em entrevista à Pioneira que em 2014 fundou um núcleo do projeto na UFMT e a ideia agora é expandir os trabalhos para outras cidades de Mato Grosso e para outros Estados. “Em 20013 quando iniciei o projeto convidei Josimar Oliveira e Robson Ferreira para participar. Hoje o Robson está no Paraná e estamos conversando sobre a possibilidade de o projeto acontecer também por lá, fortalecendo cada vez mais esta ideia de tecnologia social”, disse.

A ideia é que o Projeto Anjos da Lata seja formatado como tecnologia social com um portal à distância, com material didático impresso, com vídeo aulas e todo o material para dar assessoria para as diversas cidades que tenham interesse. “E dentro deste mercado hoje, que é um dos que mais cresce no Brasil que é a economia criativa. Com certeza esta é a mola propulsora da economia informal e formal dentro do Brasil”, destaca o criador.

Tecnologia Social

Anselmo Parabá explicou que a chamada ‘tecnologia social’ é uma metodologia que pode ser reaplicada a baixo custo e com grande impacto social de desenvolvimento humano. “A primeira desenvolvida por um brasileiro foi o soro caseiro, que é a mistura de sal, açúcar e água que foi um produto que acabou com a desidratação e cólera no Brasil no final dos anos 80 e anos 90. Foi a primeira tecnologia social desenvolvida no Brasil. Houve depois disto muitas outras. Eu me orgulho muito neste momento de, além de ser o idealizador e fundador do Anjos da Lata, com o desenvolvimento da tecnologia social, trabalhar isto como aplicativo que pode ser desenvolvido em qualquer lugar do Brasil, me orgulho também de trabalhar com musicalização e pedagogias musicais”.

Disputa Final

No próximo dia 15 de dezembro Anselmo Parabá estará em São Paulo para defender pessoalmente o projeto Anjos da Lata junto à curadoria do Prêmio Brasil Criativo. Ele pode trazer para Tangará o Prêmio de Campeão ou um Prêmio de Reconhecimento por Serviço Prestado.

O maior ganho para o campeão é o fato de que o Prêmio Brasil Criativo mapeia iniciativas e organiza o que está sendo proposto dentro do projeto. “Eu propus a finalização e edição de um livro para contar a história da musicalização por meio destes materiais reciclados. O livro também vai ser o manual de instrução de como selecionar o material e confeccionar, a prática musical e também como gerir o projeto. A plataforma do projeto em forma de site, com vídeos, login, comunicação através da EAD, linhas de financiamento público por meio da internet, que pode ser feita através de doação. Então, o projeto acaba recebendo toda uma assessoria profissional especializada de forma internacional. Então há possibilidade de o projeto ser desenvolvido em muitos outros locais”.