26/11/2016 16:18

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Marlenne Maria com Heverton Luiz

O evento reuniu grande público durante os três dias, de 21 a 23 de novembro no auditório da UNIC em Tangará da Serra. O 69º SIMPAS teve parceria de entidades tangaraenses na realização e avaliação muito positiva por parte destes.

Entre acadêmicos, professores, técnicos e produtores rurais, a lição maior foi a da necessidade de retomada de algumas práticas antigas da lavoura, segundo Cláudio Terzi, presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Município de Tangará da Serra.

Ele disse estar feliz com os resultados do evento. “Estamos muito contentes, com um sentimento de missão cumprida. Desde março trabalhamos para realizar este evento que contou com 260 inscritos participando. Entre estudantes, produtores rurais e outros. As palestras foram de grande sucesso com retorno muito positivo por parte de todos. Os debates foram produtivos com grande participação do público com perguntas a respeito dos problemas locais”.

Entre as questões levantadas, explica Terzi, a dificuldade de avançar na produtividade mesmo utilizando as melhores tecnologias nas lavouras de soja e milho. “A grande mensagem do SIMPAS foi a recuperação de alguns conceitos básicos da agronomia. Foi a necessidade de proporcionarmos algumas alterações no manejo do solo, como conservação, construção de palhada, rotação de culturas. Estamos com dificuldades de controlar pragas e doenças por conta da sucessão de soja na safra e milho na safrinha. Então, precisamos começar a fazer algo diferente para que a sustentabilidade se perpetue”.

Para o Engenheiro Agrônomo é importante que os participantes do 69º SIMPAS consigam multiplicar e mensagem e que os produtores rurais reflitam e comecem a adotar as práticas recomendadas. “Ninguém quer que se mude de uma hora para outra o arranjo produtivo. Mas a mensagem é que há necessidade de mudança e que cada um inicie a sua maneira e a seu tempo”, disse Claudio Terzi.