23/11/2016 14:04

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Aline Schwaab com Heverton Luiz

Foto: Heverton Luiz/ Rádio Pioneira

O CTA-SAE Tangará da Serra realizará no próximo dia 25 de novembro um mutirão de testes rápido. O evento acontecerá na Praça da Bíblia durante todo o dia.

A coordenadora do CTA-SAE, enfermeira Claudia Cunha Oliveira, destacou que o mutirão é uma parceria com a Atenção Básica do munícipio e as universidades Unic e Unemat, com acadêmicos que irão auxiliar nos atendimentos.

“Será uma ação conjunta com várias atividades, dentre elas o CTA estará com seis consultórios itinerantes para a realização dos testes rápidos. Essa ação vem alusiva ao aumento de casos de Sífilis, prevenção ao homem de uma forma geral. Estaremos aferindo a pressão, fazendo teste de glicemia, verificação de circunferência abdominal e IMC. Faremos também testes de Hepatite B e Hepatite C, Sífilis e o teste de HIV”.

A enfermeira salientou que a equipe é formada por profissionais capacitados para realizar os testes com o apoio da Atenção Básica. “A população em geral que tenha iniciado relação sexual pode comparecer para fazer o teste. O jovem adolescente que tiver dúvidas também pode fazer porque durante o teste nós fazemos orientações”.

No dia 25 de novembro é necessário estar com um documento oficial com foto e o cartão do SUS para que o CTA-SAE tenha controle da produtividade do setor.

“Vamos ficar o dia todo, também no horário de almoço, portanto temos a expectativa de fazer mais de 600 testes. A gente oferta vários serviços no SAE e não só relacionados ao HIV, mas às vezes a pessoa tem vergonha de ir até lá. Então já é uma ação do Ministério da Saúde esses consultórios itinerantes que além de ofertar para uma população que talvez não tem conhecimento de que existe o SAE, a gente acaba capitando alguns casos assintomáticos”, salientou a enfermeira.

Segundo a coordenadora do CTA-SAE, nos mutirões realizados mais pacientes têm sido diagnosticados. “Em julho fizemos as Hepatites virais com o diagnóstico de mais de cinco casos, no mês passado com as mulheres e tivemos alguns diagnósticos. Após esse diagnóstico, o paciente já é acompanhado pelo SAE, talvez em função dos mutirões, os índices têm aumentado. A gente tem chamado muita atenção para os casos de Sífilis. Procuramos sempre situações de sintomas clássicos e acaba que pegamos casos assintomáticos de infecção tardia, ou seja, a pessoa tem há muito tempo e no teste rápido vai mostrar que a bactéria está no sangue. Esses casos são os que mais a gente tem capitado pelo teste por ser para prevenção precoce”.