19/11/2016 08:01

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Marlenne Maria com Heverton Luiz

fotos Heverton Luiz/Rádio Pioneira

O evento realizado ao longo de todo o dia e também à noite nesta sexta-feira (18) foi o fechamento de diversas atividades realizadas ao longo de 2016 relacionadas ao tema. “Desde o início do ano foi planejado este trabalho. Temos murais pintados com a temática de Zumbi dos Palmares, da questão negra e afrodescendente, apresentações de peças de teatro e musicais, dança e oficinas dentro do tema”, explicou o professor de História da instituição Max Rodrigues.

Além das apresentações e exposição também foi exibido um filme de produção africana abordando o tema. O professor Max Rodrigues destacou que o racismo é um problema endêmico no mundo todo. “O Brasil sendo o país que mais recebeu [fora do continente africano] trabalhadores africanos escravizados tem este dever histórico de cumprir com esta data. É preciso lembrar. Aqui no IFMT é o segundo evento para fazermos este dia de luta, visando promover a igualdade”.

Ele explicou que o Dia da Consciência Negra é uma homenagem à memória de Zumbi dos Palmares. “Ele e sua esposa Dandara foram os líderes do Quilombo dos Palmares que fica no atual estado de Alagoas. É um dia de rememorar a resistência a uma violência pela qual milhões de africanos e descendentes passaram no Brasil. Lembra a escravidão e é um momento de produzir uma nova memória, não esquecendo, mas produzindo uma ponte entre nossa história e a atualidade, respeitando as diversidades e na luta por uma promoção de igualdade social”.

Para o historiador, “a memória é um veículo pelo qual podemos lutar por justiça. Fazemos memória a injustiçados do passado. Claro que não tem como condenar à prisão. Mas, vários teóricos apontam para isto: uma forma de fazer justiça é não deixar de esquecer. Porque esquecer é perpetuar a violência e quem sofre a violência jamais esquecerá. A memória a esta violência que de certa forma infelizmente ajudou a erguer este país, porque foram eles que trabalharam na lavoura e ergueram muitas das cidades deste país. Não é um país para negros ou afrodescendentes, mas para todos”, disse.

Questões de gênero também foram abordada. “É uma questão nacional: da construção da nação brasileira, de um país mais justo, com menos violência, mais igual. É isto que vislumbramos”, destacou o Professor.

Em Mato Grosso o Dia da Consciência Negra – 20 de novembro – é feriado. Neste ano pode passar um pouco despercebido por tratar-se de um domingo.

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