24/05/2016 14:50

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Marlenne Maria - da redação

O tema foi abordado em entrevista ao programa Primeira Hora da Pioneira nesta terça-feira (24), com a participação do Secretário Municipal de Agricultura Ander Santos, do Professor Rambo e dos acadêmicos Diego Maciel e Cassiano, do curso de Agronomia da UNEMAT.

Os estudantes destacaram que 70% dos alimentos consumidos no Brasil vem da agricultura familiar, o que mostra a importância do tema. Os alunos do curso realizarão a partir de amanhã em Tangará ações ligadas à Campanha Nacional de incentivo à produção de alimentos orgânicos lançada pelo Ministério da Agricultura.

“Estaremos nas feiras, nesta quarta-feira dia 25 na feira do produtor, no sábado dia 28 na feira da Vila Alta e domingo também na feira do produtor. Os acadêmicos falarão com os consumidores, esclarecendo a importância dos produtos orgânicos para estimular o consumo junto. Estaremos com cartilhas e vestindo camisetas da campanha para prestar esclarecimentos”, afirmou o estudante de agronomia Diego Maciel.

O estudante destacou que faz parte da função da comunidade acadêmica “demonstrar, principalmente aos produtores, estas formas de produção diferenciadas, principalmente a orgânica”.

O Professor Rambo explicou que a proposta do Ministério da Agricultura e dentro do estado da Comissão de Produtos Orgânicos é fazer com que a população conheça um pouco mais sobre os alimentos orgânicos, seus benefícios e principalmente, porque não existe esta produção em Mato Grosso. “Vemos o quanto temos de agricultores e o quanto não temos de pessoas que trabalham com agricultura orgânica. Esta campanha vai acontecer aqui em Tangará, na capital e em outros municípios. Serão várias ações articuladas pela comissão de orgânicos que tenta fazer com que este debate aconteça no estado”, afirmou.

Rambo explica que muitas vezes a produção não é cara, mas a certificação para comercialização como produto orgânico é dispendiosa para o agricultor. “Tem razão quem diz que é caro, mas a certificação é que é pesada e cara no estado. É um acompanhamento excessivo, que às vezes a pessoa não tem tempo. Mas, a produção em si, utilizando o mínimo de fertilizantes sintéticos, esta não é difícil. Eu estou fazendo minha tese de Doutorado com o pessoal do Assentamento Antonio Conselheiro e lá encontramos pessoas com produção praticamente orgânica. Não utiliza nenhum produto sintético. Mas este produtor não consegue vender este produto como orgânico, porque não há quem certifique”, explicou.

Ele lembrou que o que caracteriza a produção orgânica é simplesmente a não utilização de agrotóxicos e não utilização de insumos sintéticos. “Mas a mão de obra e cuidados são praticamente os mesmos que em outras produções. A questão é que temos empresas grandes que trabalham com orgânicos no Brasil. Elas têm um capital e trabalham com produção que dificulta os pequenos produtores de se estabelecerem”, disse o professor, ressaltando a importância dos debates sobre a questão.